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TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER ATRAVÉS DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA – VIA ACUPUNTURA

Trecho de trabalho apresentado no curso de Acupuntura

A proposta deste texto é demonstrar que a Medicina Tradicional Chinesa, através da Acupuntura tem condições de trabalhar com eficiência um indivíduo portador da Doença de Alzheimer, de maneira a promover o equilíbrio energético do corpo, fortalecer o sistema imunológico, atuar na minimização ou desaparecimento da grande maioria dos sintomas (memória, força muscular, apatia, depressão, habilidades verbais, controle da bexiga e intestinos, etc.). O intuito final é prolongar o tempo desse indivíduo dentro das fases inicial e intermediária, de forma a não gerar incapacidades limitantes e, aumentando seu tempo de vida (visto que a Doença de Alzheimer ainda é uma patologia incurável).
Paralelamente, o trabalho poderá demonstrar que o ideal seria uma intervenção preventiva, principalmente na população idosa (acima dos 65 anos), de maneira que nem cheguem a apresentar lapsos de memória, tão freqüentes quanto acreditamos serem naturais. Além disso, uma abordagem preventiva pode possibilitar o não aparecimento da Doença de Alzheimer, em indivíduos predispostos, criando mecanismos de defesa no organismo.

DOENÇA DE ALZHEIMER
Um pequeno esquecimento. Leve confusão. Coisas da idade. Mas, muitas vezes, os esquecimentos e as confusões se tornam freqüentes e são muito mais que pura conseqüência do envelhecimento. É a Doença de Alzheimer.
A comunidade científica tem dado atenção especial à doença nos últimos anos. Conhecido como o "Mal do Século" - título que continua válido no século atual, o Alzheimer é progressivo e não têm causa, nem tratamentos conhecidos, que promovam a cura. No Brasil, estima-se que exista pelo menos um milhão de portadores da doença, que atinge cerca de 50% da população com mais de noventa anos e de 3 a 5% das pessoas com mais de setenta e cinco anos.
A origem do termo "Mal de Alzheimer" deu-se em 1901, quando o médico psiquiatra e neuropatologista alemão, Alois Alzheimer iniciou o acompanhamento do caso da Sra. August D., admitida em seu hospital.
Em novembro de 1906, durante o 37° Congresso do Sudoeste da Alemanha de Psiquiatria, na cidade de Tubigen, Dr.Alois Alzheimer faz sua conferência, com o título "Sobre uma enfermidade específica do córtex cerebral". Relata o caso de sua paciente, e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas de déficit de memória, alterações de comportamento e da incapacidade para as atividades rotineiras. Relatou também mais tarde, os achados anatomopatológicos desta enfermidade, que seriam as placas senis e os novelos neurofibrilantes cerebrais.

O QUE É A DOENÇA E COMO SE MANIFESTA?
A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer. É a mais comum patologia que cursa a demência. A demência, popularmente conhecida como esclerose, apresenta como características principais: problemas de memória, perdas de habilidades motoras (vestir-se, dirigir, cozinhar, etc.), problemas de comportamento e confusão mental. Mas, basicamente, a Doença de Alzheimer define-se como uma doença degenerativa, que causa a morte gradual dos neurônios.
No início, os sintomas são sutis e, por isso, o diagnóstico demora a ser feito.
Existem várias teorias que procuram explicar a causa da Doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada. Destacamos:
- Idade: quanto maior a idade, maior o risco/porcentagem de idosos desenvolverem a doença
- Idade Materna: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência a problemas demenciais na terceira idade;
- Herança Genética: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares);
- Escolaridade: talvez uma das razões do grande crescimento de
doenças demenciais nos países pobres. O nível de escolaridade pode influir na
tendência a se desenvolver a doença de Alzheimer (motivado pela lei do uso e
desuso).

SINTOMAS
Como já foi dito anteriormente, no começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pêlos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente e continuamente. Os idosos tornam-se confusos, e, por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependente dos familiares e/ou cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas Atividades Comuns de Vida Diária (AVD's), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação e higiene.

FASES DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Reconhecemos três fases na evolução da Doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns.
Fase Inicial
•           distração;
•           dificuldade de lembrar nomes e palavras;
•           esquecimento freqüente e crescente;
•           dificuldade para aprender novas informações;
•           desorientação em ambientes familiares;
•           lapsos pequenos, mas não característicos de julgamento;
•           redução das atividades sociais, dentro e fora de casa.
Fase Intermediária
* perda marcante da memória e da atividade cognitiva;
deterioração das habilidades verbais, diminuição do conteúdo e da variação da fala;
• apresenta mais alterações de comportamento: frustração, impaciência, inquietação, agressão verbal e às vezes física;
• alucinações e delírios;
• incapacidade para o convívio social autônomo;
• perde-se com facilidade e apresenta tendência a fugir ou perambular pela casa;
• inicia perda do controle da bexiga.
Fase Avançada
• a fala torna-se monossilábica e, mais tarde desaparece;
• continua delirando;
• transtornos emocionais e de comportamento aparecem;
• perda do controle da bexiga e do intestino;
• piora da marcha, tendendo a ficar mais assentado ou no leito;
• enrijecimento das articulações;
•    dificuldade de deglutição,  evoluindo para o uso de sonda enteral ou gastrostomia (sonda no estômago);
• morte.

COMO A ACUPUNTURA DEFINE A DOENÇA DE ALZHEIMER

Na visão oriental o cérebro é definido como sendo o tutano do crânio: é o mar das medulas, ou seja, na Doença de Alzheimer teremos um desgaste desse tutano ocidentalmente falando poderíamos comparar a uma osteoporose.

Numa visão mais longa teremos:
- Se há um desgaste cerebral (tutano), então se explica os diversos sintomas apresentados na Doença de Alzheimer como esse desgaste ocorre perda do Ki ancestral (guardado pêlos rins dentro dos ossos)'
- Se o cérebro é o mar das medulas e, as medulas são responsáveis pelas manifestações físicas da energia ancestral, ficam claras as dificuldades motoras e o enfraquecimento muscular que vai sendo gerado nesta doença:
- Alem disso, com o avanço da idade, os rins vão ficando mais fracos e a energia ancestral se perdendo, tornando os ossos mais fracos, o que facilita ainda mais a saída desta energia.

Assim, pelo ponto de vista da acupuntura, o Mal de Alzheimer deve ser considerado do ponto de vista energético e seu tratamento pela acupuntura pode ser um excelente coadjuvante aos tratamentos médicos convencionais.

 
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